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Notícias 2011
CPqD disponibiliza aplicativos para TV digital
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Já estão disponíveis no mercado brasileiro alguns aplicativos que poderão ser executados nos televisores com tecnologia digital. Esse é um dos objetivos do Projeto Serviços Multiplataforma de TV Interativa, do CPqD, que recebeu apoio do FUNTTEL.
Com os aplicativos desenvolvidos será possível utilizar o aparelho televisor para fazer mais do que assistir à programação das emissoras. A equipe que vem atuando no projeto trabalhou no desenvolvimento de serviços e aplicações que permitirão ao espectador da TV digital – e, também, usuário – marcar consultas médicas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), obter informações dos processos de aposentadoria junto à Previdência Social, procurar empregos, além, é claro, de pagar contas, conversar através de chats e fazer compras utilizando a televisão como terminal.
“A equipe de desenvolvimento vem atuando fortemente no desenvolvimento de serviços e aplicativos para ensino a distância com foco em cursos profissionalizantes utilizando a TV”, comenta o pesquisador José Orfeu, da Diretoria de Tecnologia de Serviços (DTS). Segundo Orfeu, a ferramenta desenvolvida pelo CPqD terá a opção de chat e complementação em vídeo.
O Ginga – middleware que permite a interatividade na TV digital terrestre – já vem sendo comercializado em alguns modelos de set-top box e de televisores, e as emissoras começam a disponibilizar conteúdos interativos. “É preciso, ainda, definir modelos de negócios e formas de exploração dos serviços, mas essa realidade está cada vez mais perto do cidadão”, afirma o pesquisador.
A plataforma desenvolvida pelo CPqD permite enviar mensagens utilizando um teclado virtual, que pode ser acionado pelo usuário por meio do controle remoto da televisão. Para obter interatividade remota é necessário que o terminal de usuário esteja conectado a um serviço de telecomunicação, como, por exemplo, a Internet, o que pode se dar através de diferentes tecnologias de acesso, como, por exemplo: pares metálicos (ADSL), modem 3G, WiMAX, Wi-Fi, entre outras.
O CPqD também está atento aos aspectos de segurança da rede. Aplicações de comércio eletrônico (T-commerce) e serviços bancários (T-banking), que permitem o pagamento de contas e consultas a saldo utilizando a televisão, por exemplo, exigem cuidados especiais quanto à segurança das informações. Técnicas de certificação, criptografia e protocolos seguros são necessários. “É preciso ter os mesmos cuidados empregados em acessos de Internet banking, a fim de garantir o sigilo das informações e evitar o roubo de dados”, comenta Orfeu.
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