Notícias Relacionadas
Notícias 2011
Convergência desafia mercado corporativo
Novo cenário exige foco no consumidor final.
Segundo Sidney Longo, gerente de marketing de produtos e consultor da área de mercado de novas tendências tecnológicas do CPqD, o mundo descobriu o IP. Em palestra apresentada durante o IP Meeting Campinas 2011, Longo apresentou as tendências e os desafios impostos por esta realidade "totalmente digital em que nos encontramos hoje". Para ele, são desafiados não apenas o mercado corporativo, mas também quais produtos e serviços efetivamente chegarão ao consumidor final.
Dados apresentados por Longo indicam que em 2011, o tráfego de dados em redes corporativas proveniente da web respondeu por 75% do total, frente aos 50% registrados no ano anterior. Desse total, o volume correspondente a vídeos, redes sociais e serviços não pára de aumentar. Longo vê nesse cenário oportunidades para que as empresas criem novos negócios. Segundo o Gartner, as principais tendências para o 2011 estão na área de computação em nuvem, mobilidade, redes sociais, colaboração corporativa e streaming.
"A nuvem veio pra ficar, não há volta", diz o especialista do CPqD. "Em termos de custos e implantação, partir para um ambiente desses é muito interessante." No entanto, ainda há resistência por parte das empresas, principalmente devido a segurança, como é o caso do mercado financeiro, que precisa preservar muitas informações.
No mercado de dispositivos, o "tráfego explodiu". E a projeção para os próximos anos é de aumento no volume. Os fabricantes de tevês, por exemplo, já lançam aparelhos preparados para DSL e 3G. O conteúdo ainda é fechado em aplicativos, mas em breve todo tipo de transação poderá ser feita da sala de estar. "Sem falar em outros dispositivos que se conectam em enorme quantidade. Em 2001 eram 300 milhões de dispositivos conectados. Hoje, são 14 bilhões, o que representa um enorme desafio em termos de gestão de redes".
E esse número já astronômico tende a aumentar com a entrada das gerações Y e Z no mercado consumidor. Elas estabelecem novas formas de interação, colaboração, consumo e relacionamento.
Longo ressalta que os desafios nesse cenário são muitos. São múltiplos dispositivos, em redes híbridas, que operam com e sem fio, em diferentes sistemas operacionais e browsers. "O usuário quer cada vez mais velocidade e serviços, e as operadoras têm de tirar leite de pedra para conseguir lucrar nesses sistemas cada vez mais legados." Segundo ele, é necessário descobrir formas eficientes de monetizar a cadeia de valor da operação do serviço, principalmente através da usabilidade. "A usabilidade é importante. Nada é mais chato que um dispositivo difícil de usar."
Nesse sentido, para Longo, a recente migração da web para os aplicativos em dispositivos móveis é um movimento benéfico para os negócios. Mas isso não significa que a web está morrendo. "Existe espaço para todas essas mídias, e o consumidor vai utilizá-las de acordo com a situação."
Como se preparar?
Para Longo, as empresas devem se preparar para o novo cenário elaborando um plano diretor de TI e focando a experiência de seus produtos no usuário. No primeiro passo, faz-se um diagnóstico do cenário atual para identificar as reais necessidades no novo cenário digital. Essa ação passará a pautar o plano de ação para investimentos.
A mudança nas expectativas dos usuários finais, devido à utilização de banda larga, 3G e serviços interativos convergentes, torna-os cada vez mais exigentes. As empresas devem então preocupar-se com o tempo de resposta, a disponibilidade das aplicações, a usabilidade e a precisão e rapidez dos tempos de resposta.
É necessário monitorar toda a cadeia de desempenho das aplicações, focando sempre na experiência do usuário. Mapear os impactos nos negócios associados a problemas de desempenho na rede, para que se saiba que cada segundo de atraso pode representar alguns milhões em perdas de receita. "Hoje, as empresas bem sucedidas crescem muito rápido, independente do ramo. Devemos estar preparados para essas expansões", diz Longo.
Marcelo Vieira
Fonte: IPNews
CPqD - Todos os direitos reservados -
Mapa do Site