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Empresas precisam fazer manutenções constantes
Melhorar o serviço passa também por melhorias e manutenções preventivas de forma constante na rede, defende Paulo Cabestré, diretor de Redes Convergentes do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD). Ele defende o uso de novas tecnologias, como a wireless, mais apropriadas para chegar em locais de difícil acesso, com maior capacidade de banda e indicadas para a classe baixa e média por não requisitar de equipamentos caros.
"Existe muita tecnologia wireless para usar, como as novas gerações de wi-fi, wimax e a LTE, conhecida como 4G", diz o especialista.
Segundo o diretor do CPqD, a conexão ADSL cumpriu sua função há 10 anos. As operadoras optaram por essa tecnologia para aproveitar a rede de telefonia existente. "Ela tem um limite de taxa de bit por segundo, é uma tecnologia mais complicada para colocar na rede e se a residência é muito longe da central telefônica, a conexão fica comprometida", diz.
As redes ADSL têm um limite de tráfego de dados, que varia de acordo com o número de usuários, o tipo de cabo usado, o estado de conservação da rede e o número de centrais que distribuem o sinal. O especialista em TI Paulo Ramos afirma que isso não quer dizer que a rede tenha que ser desativada. "Investimentos são necessários para manter o bom funcionamento do sistema", diz.
Fatores como a umidade também podem provocar danos nos cabos e instabilidade de acesso. O diretor de Tecnologia da RAC, Luiz Sérgio Vieira Dutra, diz que trocar cabos danificados, usar cabeamento adequado e instalar novas centrais ajudam a melhorar a qualidade e a velocidade da conexão.
O Brasil tem 38,5 milhões de pontos de banda larga fixa e móvel. Segundo dados da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), a banda larga móvel está presente em 1.441 municípios e as redes fixas já estão em mais de 5 mil municípios brasileiros. 79% dos domicílios que têm computador navegam na internet em alta velocidade e cerca de 80% das conexões são residenciais. As conexões mais rápidas, acima de 2Mbps, representam 20% dos acessos. Universidades e institutos de pesquisas estimam que nos próximos cinco anos a demanda por velocidade será ainda maior e os internautas consumirão mais capacidade de rede porque assistirão a vídeos sob demanda e farão videoconferências. A estimativa é de que, em 2015, os usuários domésticos consumam 500GB por semana. Hoje essa média é de 20GB. Com esse cenário, é fundamental que as operadoras aumentem a sua infraestrutura. A NET está presente em 90 cidades brasileiras, a Telefônica marca presença nos 622 municípios que compõem sua área de concessão em São Paulo e a GVT atua em cerca de 100 cidades.
Acesso via rádio é única opção em muitos locais. Novas tecnologias, como a wireless, são mais apropriadas para chegar em lugares distantes.
Fonte: Correio Popular
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