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CPqD Notícias Relacionadas Notícias 2011 Rádio cognitiva possibilita usar o espectro além da licença e exclusividade
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Quarta, 20 de Abril de 2011 00:00

Serviço podia inclusive ficar sem uso.

A pesquisa e desenvolvimento em rádios cognitivos inclui criar algoritmos e protocolos, que possam gerar valor para produtos e serviços, além de busca constante pela inovação. Para Juliano Bazzo, da gerência de sistemas de comunicação sem fio do CPqD, "os rádios cognitivos trabalham um novo paradigma no uso do espectro, que até então era primordialmente licenciado, de uso exclusivo e sem a obrigatoriedade de estarem em uso.

Com os rádios cognitivos, o acesso ao espectro poderá ser realizado de forma oportunista e sem a necessidade de uma licença prévia, para operação naquela faixa. Trata-se de um novo paradigma no uso do espectro, pois até então era primordialmente licenciado, de uso exclusivo e sem a obrigatoriedade de estarem em uso.

Os rádios cognitivos são basicamente um hardware com um software embutido, que podem ter seus parâmetros atualizados. "O rádio é capaz de monitorar o meio e o perfil do usuário, além de aprender e se adaptar para prover uma melhor qualidade no acesso ao espectro,que poderá ser realizado de forma oportunista e sem a necessidade de uma licença prévia para operação naquela faixa".

O modelo "mais democrático" de uso deste rádio ainda não foi regulamentado no Brasil pela Antatel, porém em outros países como nos Estados Unidos, esse processo está em fase avançada de regulamentação.

É importante destacar, que o modelo implantado nos Estados Unidos impõe diversas regras aos sistemas, que pretendem operar de forma oportunista em faixas licenciadas, não permitindo que o acesso possa ocorrer em qualquer faixa e que prejudique aqueles sistemas que possuem a licença de operação, como por exemplo as emissoras de TV para a faixa de UHF.

As operadoras de telecomunicações possuem poucas licenças para uso de frequência, normalmente adquiridas em leilão por um valor muito elevado e já ocupadas por outros serviços sem fio. A disponibilidade de espectro é quase sinônimo de maior banda (taxa de transmissão em bps) para o usuário.

No entanto, existe uma faixa muito grande de frequência, em UHF por exemplo, que está sendo pouco usada. Em áreas remotas, rurais ou pequenas localidades, o uso dessa faixa é ainda menor.

A faixa de UHF é designada pela Agência Nacional de Telecomunicações, principalmente para as transmissões de TV e há uma discussão mundial sobre como serão destinadas essas frequências pelas Agências Reguladoras, quando o processo de digitalização das TVs for finalizado.

Um modo simples de se estimar o uso do espectro na faixa de TV é através do próprio televisor conectado a uma antena. Ao mudar de canal é possível perceber em alguns casos que há uma diferença grande entre o número de um canal e o outro. Aqueles canais intermediários estão potencialmente desocupados e cada um poderia ser usado para oferecer serviços sem fio de alguns Mbps aos usuários.

A faixa de UHF é designada pela ANATEL principalmente para as transmissões de TV e há uma discussão mundial sobre como serão destinadas essas frequências pelas Agências Reguladoras quando o processo de digitalização das TVs for finalizado.

Bazzo explica que para o PNBL, os rádios cognitivos ajudarão principalmente no acesso sem fio à rede na última milha (entre as residências e a rede), permitindo que o sistema opere de forma oportunista e secundária.

No entanto, o uso oportunista não garante que a qualidade do serviço, uma vez que podem coexistir outros diversos sistemas secundários e a dinâmica da busca por canais pode introduzir atrasos. O modelo é mais aplicado para serviços de internet como o de navegação, downloads, bate papos e etc.

O CPqD está trabalhando com rádios cognitivos desde 2010. "Temos uma equipe com mestres e doutores, capacitada na tecnologia que está criando algoritmos e protocolos, para serem implementados nas famílias de roteadores Wi-Fi Mesh Cognitivos do CPqD. Os roteadores poderão ser usados no PNBL".

É importante ressaltar que os rádios cognitivos não se aplicam somente em questões relacionadas com o acesso ao espectro, mas em outras camadas do sistema com o de rede, transporte e aplicação.

Francine Machado

Fonte: IPNews



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