Notícias Relacionadas
Notícias 2011
CPqD acelera banda larga brasileira
Imagina assistir um filme em alta resolução na tela do computador com uma velocidade de 1,25 Gigabits (Gbps) por segundo — cerca de 40 vezes mais rápida do que a acessada atualmente pelos usuários de fibra óptica. Esse é o desafio do CPqD: oferecer acesso em banda larga a velocidades cada vez mais altas para um número de usuários que não para de crescer.
Velocidade é 40 vezes mais rápida que a usada atualmente
Até junho deste ano, de acordo com o gerente de Sistemas Ópticos do CPqD, Alberto Paradisi, o número de usuários de serviços de banda larga no mundo era de 540 milhões. Deste total, 61 milhões são atendidos por fibra óptica. “Oferecer velocidade cada vez mais rápida a esse público tem sido um desafio para as operadoras e, principalmente, para as organizações que desenvolvem tecnologia na área de telecomunicações. Nós estamos investindo na evolução das redes ópticas de acesso a serviços e aplicações de banda larga”.
Segundo ele, atualmente, as redes desse tipo, baseada na tecnologia Gigabit PON (Passive Optical Network, ou rede óptica passiva) permitem oferecer velocidades individuais de acesso entre 10 a 30 Mbps por segundo. Com a nova geração de redes ópticas de acesso de arquitetura PON (Next Generation PON ou NG-PON), que está sendo desenvolvida no CPqD, já é possível oferecer conexões de 1,25 Gbps por segundo.
“Hoje conseguimos atender até 40 usuários ao mesmo tempo com essa velocidade, mas podemos chegar até 80 usuários simultâneos em uma única rede”, afirmou. Além do aumento na velocidade e no número de usuários, a tecnologia pretende aumentar a distância entre o usuário e a central da operadora. De acordo com o gerente, hoje, a distância é de 20 quilômetros, mas o projeto do CPqD pretende chegar para mais de 40 quilômetros.
Segundo Paradisi, a aplicabilidade do projeto das redes ópticas conhecidas como FTTH (do inglês, fiber to the home) — pois levam a fibra óptica até a casa ou escritório do usuário — pode custar dez vezes mais do que alguns serviços que já utilizam fibras ópticas da geração anterior. “A tecnologia está desenvolvida, o que esperamos é um interesse do mercado e acredito que é natural que essa ocasião chegue. É uma questão de tempo e de amadurecimento e esse momento vai acontecer.” Sua expectativa é que daqui um ano essa tecnologia estará disponível.
ResultadosOs resultados obtidos nos laboratórios do CPqD estão alinhados com o desenvolvimento tecnológico nessa área no mundo. “Estamos trabalhando com a tecnologia WDM (Wavelength Division Multiplexing) em redes ópticas passivas”, informou. Ainda de acordo com ele, o desenvolvimento dessa nova geração de redes ópticas de acesso faz parte do Projeto 100 GETH (Gigabit Ethernet) que vem sendo conduzido desde 2010, com recursos do Fundo Nacional para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel) do Ministério das Comunicações.
O CPqD é uma instituição independente, com foco na inovação em tecnologias da informação e comunicação. No Brasil, as soluções do CPqD são utilizadas por grandes empresas e instituições dos setores de telecomunicações, energia elétrica, financeiro, industrial, corporativo e administração pública. Atuando há 35 anos, conta com mais de 1,2mil profissionais capacitados. O centro tem como objetivo contribuir para a competitividade do país e a inclusão digital da sociedade, levando ao mercado tecnologias de produto, sistemas de missão crítica, serviços tecnológicos e consultorias.
Fonte: Correio Poplular
CPqD - Todos os direitos reservados -
Mapa do Site