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CPqD Notícias Relacionadas Notícias 2011 CPqD investe em aplicativos móveis voltados à gestão pública
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Segunda, 12 de Dezembro de 2011 10:50

Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), de Campinas (SP), desenvolve soluções baseadas em mobilidade para facilitar a gestão pública e aproximar governos e cidadãos Mobilidade é o conceito da vez.

Segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), já são mais de 231 milhões de linhas móveis no país. Só nos 10 primeiros meses de 2011, foram registradas 28,7 milhões de habilitações – o maior número absoluto de novas linhas em período semelhante. Para acompanhar essa tendência, o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), localizado em Campinas (SP), decidiu aproveitar a expertise no desenvolvimento de soluções e produtos voltados à gestão pública e criar aplicações móveis destinadas a ampliar a interação entre o governo e o cidadão e facilitar a administração.

“Percebemos a necessidade de levar nossas soluções, não só na parte operacional como também de gestão, para a mobilidade. O CPqD tem utilizado isso em outros segmentos de mercado e eu, particularmente, comprei essa briga. Por que o setor público tem que ficar por último, sempre defasado principalmente no que se refere à gestão?”, observa em entrevista ao Guia das Cidades Digitais Renato Stucchi, diretor de Gestão Pública Municipal do CPqD.

Uma das aplicações desenvolvidas pelo centro é um software que permite o acesso a indicadores de interesse dos gestores, que ficam reunidos em um único ícone do dispositivo móvel. “O gestor clica nesse ícone e aparecem, por exemplo, resultados do trânsito naquele momento, ou a evolução das matrículas escolares em determinada região. Ele tem a informação onde estiver”, explica o diretor.

Outro exemplo, já em uso no Estado do Espírito Santo, é o Boletim Falado, que se baseia em um software criado pelo CPqD para transformar texto em voz. Por meio desse dispositivo, os responsáveis pelos alunos podem ligar para a escola e ouvir as notas do boletim em seu celular. Além disso, o centro oferece a possibilidade de o cidadão consultar, na tela do tablet ou do celular, processos administrativos, segunda via do IPTU ou a certidão de débito de um imóvel, por exemplo.

Interação governo-cidadão

Apesar da ampliação do acesso à tecnologia em todas as regiões do país, Ricardo Stucchi diz que a demanda por essas aplicações ainda é pequena, especialmente por parte dos municípios. “Os governos estaduais e a União estão mais próximos dos conceitos de tecnologia da informação, percebem o conceito de processo alinhado a serviço, mas o município está muito longe disso. Temos 5.565 municípios, e podemos dizer que apenas 20 ou 30 já têm isso mais palpável. Nos demais, as soluções necessárias em nível de gestão são solicitadas apenas por demanda momentânea”, avalia.

Para o especialista na área de gestão municipal, a interação entre governos e cidadão é fundamental para a consolidação das Cidades Digitais. A seu ver, muitos municípios ainda estão focados em oferecer internet gratuita para a população, enquanto o melhor caminho seria levar serviços ao cidadão.

Nesse sentido, o CPqD tem investido em soluções nas áreas da Educação e da Saúde, que estão contempladas mesmo nas localidades mais distantes. “Temos escolas e postos de saúde nas periferias. Então, para criar uma Cidade Digital, é muito válido iniciar por Saúde e Educação porque você já está indo lá na ponta. Você cobre 90% de uma cidade pequena quando leva conexão a uma escola e a um posto de saúde. É realmente um processo de inclusão, com comunicação para todo mundo”, acredita Stucchi.

E como ampliar o acesso a soluções tecnológicas dentro da esfera pública? O diretor do CPqD entende que é preciso que ocorra uma mudança cultural. “O Brasil ainda está muito atrasado, temos que investir muito em educação para que haja naturalidade no uso de tecnologia”, diz. No entanto, completa Stucchi, a adoção da tecnologia pelos governos é um caminho sem volta.

“A utilização de tecnologias para deixar a informação na mão do cidadão e fazer com que ele interaja com o poder público é uma quebra de paradigma. Estamos acostumados com duas situações no setor público: ou ele presta um mau serviço ou a gente reclama deles. Nunca pensamos em ajudar o setor público. Com essas aplicações, você pode prestar um serviço informando a prefeitura sobre uma queda de árvore ou acidente de trânsito, apenas com o envio de uma foto pelo celular. A meninada já usa isso nas redes sociais. A ideia é canalizar isso para o sistema de informação do município e incentivar a interação”, explica o especialista.

Fonte: Guia das Cidades Digitais



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mobilidade, gestão pública
 

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