P&D e Inovação
Serviços, Aplicações, Terminais e Inclusão Digital
Cartilha do CPqD ajuda a construir interfaces voltadas para a inclusão digital
Transferir o conhecimento adquirido ao longo de três anos de trabalho intenso, que teve como diferencial o contato direto com o público a ser atingido: pessoas com deficiências, analfabetas ou com baixo letramento. É com esse objetivo que o CPqD está colocando à disposição de todos os interessados, para download, a cartilha Modelo de Interação Inclusivo para Interfaces de Governo Eletrônico, elaborada a partir de pesquisas realizadas dentro do projeto STID - Soluções de Telecomunicações para Inclusão Digital.
Financiado pelo Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações - FUNTTEL, do Ministério das Comunicações, o projeto STID foi concluído em dezembro de 2009, tendo como principal resultado a criação de um modelo de interação para ser aplicado na construção de interfaces destinadas a atender às necessidades de analfabetos, idosos e pessoas com deficiências, dentro do conceito de inclusão digital. É uma proposta de aplicação dos conceitos de usabilidade, acessibilidade e inteligibilidade em interfaces voltadas para esses públicos e, em especial, para o acesso a serviços de governo eletrônico.
"Com a cartilha, estamos colocando na internet esse resultado do projeto STID, para que outros grupos interessados em desenvolver interfaces desse tipo possam aproveitar nossa experiência", afirma Lara Piccolo, pesquisadora da Diretoria de Tecnologias de Serviços do CPqD, que coordenou esse trabalho. Segundo ela, o fato de incluir também pessoas com baixo letramento é uma das principais inovações do modelo de interação desenvolvido. "Nesse sentido, o STID é um projeto pioneiro", diz Lara.
Outro diferencial importante do projeto é a grande quantidade de estudos realizados junto ao seu público-alvo. "Fizemos muitos testes com pessoas analfabetas e com deficiências, para detectar suas habilidades e necessidades e para validar nossas soluções", conta a pesquisadora do CPqD. Esses testes foram realizados no laboratório de usabilidade do CPqD e nos telecentros dos municípios de Bastos e Santo Antônio de Posse, no interior de São Paulo - onde as novas interfaces já estão implantadas. Além disso, diversos estudos em campo também foram realizados pelos três grupos acadêmicos com os quais o projeto STID fez parceria: Grupo de Estudo de Interação do Laboratório de Tecnologia de Software da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), Núcleo de Informática Aplicada à Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e um grupo de pesquisadores e alunos do Instituto de Estudos da Linguagem, também da Unicamp.
Na cartilha, as recomendações são ilustradas com exemplos de implementação do modelo de interação na interface dos serviços de governo eletrônico Inclua Saúde e Previdência Fácil. Ambos já estão sendo utilizados nos municípios de Bastos e Santo Antônio de Posse.
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