P&D e Inovação
Comunicações Ópticas
Sistemas ópticos avançados elevam a capacidade de transmissão das redes para 10 Terabits por segundo
Nova geração de sistemas ópticos eleva a capacidade de transmissão das redes de telecomunicações
O aumento vertiginoso e contínuo do uso das redes de telecomunicações para a transmissão de dados - que tende a crescer ainda mais com o acesso de uma parcela maior da população à Internet banda larga - tem demandado a expansão constante da capacidade do núcleo (core) de fibra óptica por onde trafegam esses dados.
Para dar conta do crescimento dessa demanda, o CPqD vem trabalhando no desenvolvimento de uma nova geração de sistemas ópticos de altíssima velocidade, que combina a tecnologia WDM (Wavelength Division Multiplexing) com a taxa de transmissão de 100 Gigabits por segundo (Gbps). Essa combinação permitirá atingir a velocidade de até 9,6 Terabits por segundo (Tbps) por fibra óptica, com 96 canais no núcleo da rede (backbone). É o estado da arte em sistemas de comunicação óptica no mundo.
Um dos resultados desse projeto, que o CPqD vem conduzindo desde 2010, com o apoio do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel) do Ministério das Comunicações, é um novo módulo para equipamentos de transmissão óptica a 100 Gbps, baseados em tecnologia DWDM (Dense Wavelength Division Multiplexing) e nas especificações internacionais de interoperabilidade definidas pelo Optical Internetworking Forum (OIF).
Desenvolvido em parceria com a Padtec e a empresa israelense Civcom (fabricante de módulos optoeletrônicos adquirida pela Padtec em 2008), esse novo produto tem a função de realizar o processamento digital altamente sofisticado dos sinais (DSP) que chegam ao receptor óptico DWDM, depois de viajar centenas - ou até mesmo milhares - de quilômetros pela rede de fibra óptica.
A Padtec será a principal cliente desses módulos, que serão integrados a seus produtos. A Civcom, responsável pela produção dos novos dispositivos, irá fornecê-los para a Padtec e, também, poderá exportá-los para outros fabricantes de equipamentos no mercado global. No futuro, o projeto prevê ainda o desenvolvimento de um chip processador digital de sinais capaz de operar em transmissores de 100 Gbps até 400 Gbps.
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