IoT: Padrões e testes garantem o funcionamento adequado

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A perspectiva de uma quantidade cada vez maior de dispositivos conectados em todo o mundo – 41 bilhões em 2020, segundo estimativas de mercado – traz um grande desafio para todos os envolvidos nesse universo de Internet das Coisas. Como garantir que esses dispositivos estarão aptos, de fato, a trocar informações entre si e com os outros elementos dessa imensa – e complexa – infraestrutura? Como ter certeza de que tudo vai funcionar adequadamente?

Um requisito importante, sem dúvida, é a definição de padrões, que devem ser seguidos por todos os fornecedores de equipamentos e dispositivos. A GS1 EPCglobal, por exemplo, é uma entidade internacional que se dedica a desenvolver normas e padrões voltados ao aperfeiçoamento do uso da tecnologia RFID em redes de negócios. Esse trabalho inclui a emissão de certificações para os fornecedores de produtos e soluções baseados em RFID.

No Brasil, a iniciativa privada, entidades de classe e universidades mantêm um Fórum Brasileiro de IoT. Seu papel é promover discussões sobre a importância da internet das coisas para a sociedade em geral, difundir informações sobre os principais acontecimentos relacionados ao uso dessas tecnologias em todo o mundo e, ainda, colocar o Brasil como membro atuante no estabelecimento de padrões e na garantia de interoperabilidade.

Outro ponto fundamental é a realização de testes de interoperabilidade, necessários para garantir o funcionamento adequado das diversas tecnologias utilizadas em aplicações de internet das coisas, em diferentes ambientes. Para isso, é importante que os procedimentos de validação e análise do uso dessas tecnologias sejam executados em laboratórios idôneos, com recursos e infraestrutura adequados e capacidade para simular o uso das tecnologias em cenários distintos.

Alberto Lucizani Pacifico é coordenador de projetos da Gerência de Soluções em Tecnologia Wireless do CPqD.