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Internet das Coisas (IoT)

Promove uma atuação mais ágil e inteligente, criando novas formas de gerar valor ao negócio.

IoT na indústria brasileira: a revolução está apenas começando

Por Rodney Nascimento e Maurício Casotti

A Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês) traz consigo a possibilidade de conectar o mundo físico e o digital das mais variadas formas. Nenhum setor econômico estará imune ao seu impacto, mas é na indústria que se concentram as maiores expectativas e o maior potencial de adoção nos próximos 12 meses.

Para muitos analistas, IoT pode ser considerada um dos principais vetores de uma nova revolução industrial – como foi a máquina a vapor, a eletricidade e a eletrônica, que trouxeram grandes ondas de transformação. Na revolução atual – a quarta na história -, temos uma economia com forte presença de tecnologias digitais, em que as diferenças entre homens e máquinas se dissolvem e o valor concentra-se na informação.

Um estudo recente publicado pela American Society for Quality (ASQ), sobre o impacto gerado pela transformação digital dos processos, apontou resultados surpreendentes em termos de aumento da eficiência, redução do índice de defeitos em produtos e melhoria da satisfação dos clientes.

Nesse contexto, a IoT terá um papel importante – e cada vez maior – na transformação radical que atingirá a forma como as cadeias de suprimentos são geridas, pois permitirá monitorar os ativos e otimizar processos e atividades, causando um impacto positivo em toda a cadeia de valor da indústria. Para promover a conexão digital entre “coisas”, pessoas e processos de negócio, uma combinação de várias tecnologias será empregada: dispositivos e sensores, conectividade, computação em nuvem, analytics e aplicações.

Os recursos de sensoriamento, por exemplo, um dos principais componentes de uma solução IoT, estão se proliferando em ritmo surpreendente. Sensores menores, mais baratos e mais inteligentes estão sendo aplicados em carros, casas, roupas, acessórios, cidades e, principalmente, em processos industriais.

Benefícios da transformação digital

As iniciativas de adoção de IoT na indústria podem ter diferentes perspectivas de valor. Mas, invariavelmente, os principais benefícios esperados a partir da transformação digital no setor são: redução dos custos operacionais, aumento da produtividade, expansão para novos mercados, desenvolvimento de novos produtos, serviços e modelos de negócio.

Um exemplo simples, porém enriquecedor, que caracteriza esse universo de possibilidades, é a aplicação de IoT para monitoramento remoto. Nesse caso, qualquer pacote ou produto pode ser equipado com um sensor, transmissor e identificador (por exemplo, RFID), de modo a permitir à empresa não só rastrear o item ao longo de sua cadeia logística como também obter dados, em tempo real, sobre seu desempenho e o modo como está sendo usado. Da mesma forma, os clientes podem rastrear continuamente (também praticamente em tempo real) o andamento da entrega do pacote que estão aguardando e compartilhar, na mesma velocidade, suas experiências com os produtos e serviços.

Essa revolução digital está despertando novas formas de interação e colaboração entre pessoas e organizações, abrindo espaço para inovações – até mesmo disruptivas – e criação de novos meios de gerar receita e de consumir bens e serviços.

Como conduzir essa revolução?

Como em qualquer iniciativa com perspectiva de mudança relevante, o patrocínio do CEO e a designação formal de uma liderança do processo são fatores críticos de sucesso, pois permitem mitigar iniciativas isoladas – que acabam naufragando na execução ou na entrega de valor. Definida a liderança e a aspiração de valor da organização em relação à adoção de IoT, é hora de explorar as oportunidades. Nesse momento, alguns pontos importantes devem ser considerados, como:

PENSAR GRANDE:
Amplie o escopo de análise para todo o ecossistema do negócio, além das fronteiras da organização: clientes, usuários, parceiros, fornecedores etc.

CONECTAR-SE COM O SEU NEGÓCIO:
Alinhe as oportunidades identificadas à estratégia da organização, levantando as ideias dissonantes, detalhando o business case e avaliando as capacidades dos stakeholders. A partir daí, leve adiante apenas o que vale a pena (trade-off).

COMEÇAR PEQUENO:
Tire os planos do papel, fazendo testes em pequena escala. Defina o modelo, os processos e os indicadores de sucesso, avalie parcerias com o ecossistema e refine o modelo até alcançar as condições necessárias para a implantação em escala maior.

MOVIMENTAR-SE RÁPIDO:
Prepare a organização para a reprodução do modelo em escala: defina o roadmap de desenvolvimento e implantação, formalize as parcerias e viabilize os recursos para inovação.

A plataforma dojot habilitando a inovação aberta e o empreendedorismo nas cidades

Esses cuidados são essenciais para que a organização alcance os benefícios esperados para essa jornada. Com a evolução da maturidade digital da organização, novas perspectivas de valor surgirão, pois o avanço no processo de transformação possibilitará maior visibilidade, controle e inteligência sobre a operação e a cadeia de valor, o que tende a estimular a sensibilidade para novas oportunidades de inovação no negócio.

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