Safe City Campinas

CPqD participa de demonstração do projeto Safe City Campinas

Desenvolver aplicações avançadas de segurança para ambiente urbano validadas em laboratório vivo (living lab) colaborativo voltado à inovação aberta. Esse é o objetivo do projeto Safe City, que está sendo implantado em Campinas e que foi apresentado à imprensa e outros interessados na quinta-feira, 13/12, com uma demonstração ao vivo que contou com a participação de representantes do CPqD, da Huawei, da IMA (Informática de Municípios Associados) e da prefeitura do município.

“Segurança pública é algo que diz respeito a todos”, afirmou o prefeito de Campinas Jonas Donizette, ao falar sobre o projeto. Ele explicou que a parceria firmada com a Huawei e o CPqD deverá ampliar a capacidade de monitoramento do município, por meio de câmeras e sistemas inteligentes. Atualmente, a cidade conta com cerca de 500 câmeras interligadas à Central Integrada de Monitoramento de Campinas (Cimcamp), que fazem parte do programa Campinas Bem Segura. Com a parceria, novas câmeras inteligentes fornecidas pela Huawei – algumas já instaladas na região central da cidade – também serão integradas à Cimcamp.

“Campinas está avançando na implantação do conceito de cidades inteligentes e esse projeto é uma das iniciativas nesse caminho”, destaca Maurício Casotti, gerente de Desenvolvimento de Negócios para Cidades Inteligentes do CPqD. “Trata-se de um projeto de inovação destinado a adaptar a solução a partir da integração com a plataforma aberta dojot, desenvolvida pelo CPqD, visando atender às necessidades específicas do município”, acrescenta.

Ele explica que a dojot foi adotada pelo município como a plataforma horizontal que irá viabilizar a integração e o compartilhamento de diversos serviços prestados ao cidadão. “No momento, o foco é a segurança, que envolve também a defesa civil, com a emissão de alertas de enchentes, e a localização de pessoas desaparecidas, por exemplo. Mas, com a dojot, será possível coletar, armazenar e disponibilizar dados de diversos dispositivos e sensores implantados na cidade, potencializando o ecossistema de inovação em cidades inteligentes de Campinas”, ressalta Casotti.

Um exemplo dessa integração está na instalação na cidade de estações meteorológicas de baixo custo desenvolvidas pela Pluvi.On em parceria com a Unidade EMBRAPII CPqD. Esses equipamentos foram incluídos no projeto com a finalidade de integrar ao videomonitoramento sensores para alarmes em pontos de inundação – que medirão umidade, vento e volume de chuva em tempo real, indicando riscos de alagamento e pessoas em situação de perigo. “Como plataforma aberta de aplicações de Internet das Coisas, a dojot é o elemento chave que integra esse universo de dispositivos e sensores e permite o compartilhamento dos dados e serviços”, conclui Casotti.

O projeto Safe City conta com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) – que, por intermédio do FUNTTEL (Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações), também apoiou o desenvolvimento da plataforma dojot.