Laboratórios do Futuro IoT

CPQD aborda em evento as oportunidades do Brasil em IoT

Reunir especialistas e executivos de empresas interessadas no conceito de Internet das Coisas (IoT) para apresentar – e discutir – o panorama global e diversas questões relacionadas ao assunto. Esse foi o principal objetivo do evento Laboratórios do Futuro IoT, que aconteceu em São Paulo, na terça-feira, 7 de março – e contou com a participação do CPQD.

O encontro faz parte do trabalho de elaboração do Estudo Nacional de IoT, que vem sendo conduzido pelo consórcio CPQD, McKinsey e Pereira Neto/Macedo Advogados, sob a coordenação do BNDES e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). “Trata-se de um projeto relevante para o Brasil, que deverá trazer muitas oportunidades para os empreendedores, além de contribuir para o desenvolvimento e a riqueza do país e a melhoria da qualidade de vida da população”, destacou Sebastião Sahão Junior, presidente do CPQD, na abertura do evento – que teve também a presença de representantes do MCTIC, do BNDES e das demais empresas do consórcio.

No painel “Aprendizados chave ao redor do mundo, como tecnologia e regulação estão incentivando o desenvolvimento global de IoT”, o vice-presidente de Pesquisa e Desenvolvimento Alberto Paradisi também enfatizou as novas oportunidades que a Internet das Coisas deverá abrir para o Brasil. “Em vez de falar em desafios, devemos pensar nas oportunidades para o país, especialmente em inovação”, disse.

Ao responder a uma pergunta do moderador do debate, Paradisi destacou algumas áreas em que o Brasil apresenta bom potencial para o uso de IoT. “Uma das principais oportunidades está no agronegócio. Ao conectar dispositivos simples à nuvem, podemos aumentar a produtividade, melhorar a qualidade da produção e ainda cuidar do meio ambiente, com a gestão mais eficiente dos recursos”, disse.

Além disso, Paradisi ressaltou que o Brasil tem boas oportunidades na área de desenvolvimento de software, em particular em tecnologias de Inteligência Artificial – machine learning, visão computacional e processamento de linguagem natural, entre outras. Ele destacou ainda as cidades inteligentes como outra área em que o país apresenta grande potencial para a inovação baseada no conceito de IoT, em aplicações como saúde, segurança, etc.