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dojot IoT day: Plano Nacional de IoT abre novas oportunidades para o Brasil

A Internet das Coisas (IoT) traz uma oportunidade tecnológica – e de desenvolvimento sócio-econômico – muito grande para o Brasil. E ferramentas como a plataforma aberta dojot, desenvolvida pelo CPQD, oferecem uma contribuição importante nesse sentido, na medida em que permitem acelerar a adoção do conceito e a criação de aplicações IoT adequadas à realidade brasileira.

A observação foi feita por Maximiliano Martinhão, secretário de Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), durante palestra no dojot IoT day, realizado na quinta-feira, 5 de abril. O evento reuniu nas instalações do CPQD diversos atores do ecossistema de IoT no país, que tiveram a oportunidade de conhecer os recursos da nova versão da plataforma dojot – chamada Aikido – e de discutir soluções e aplicações de Internet das Coisas para o país.

Na abertura do encontro, o presidente do CPQD Sebastião Sahão Júnior lembrou que a dojot foi desenvolvida como parte de um projeto mais amplo, apoiado por recursos do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (FUNTTEL) do MCTIC, com o objetivo de ser uma plataforma aberta de Internet das Coisas. “É a nossa contribuição para a criação de um ecossistema voltado à IoT no Brasil”, afirmou.

Impactos econômicos da IoT

Maximiliano Martinhão destacou, em sua palestra, os resultados do estudo Internet das Coisas: um plano de ação para o Brasil, conduzido pelo consórcio formado pelo CPQD, consultoria McKinsey e escritório Pereira Neto/Macedo Advogados a partir de acordo firmado entre o MCTIC e o BNDES. “A ideia é aproveitar a onda tecnológica da Internet das Coisas e orientar o desenvolvimento de soluções que utilizem IoT no país, estimulando o crescimento de todo o ecossistema e trazendo maior produtividade para as empresas, maior participação dos ICTs e melhoria da qualidade de vida do cidadão”, explicou.

Entre os resultados do Estudo de IoT – um trabalho profundo, que recebeu mais de 2.200 contribuições da sociedade civil e do setor privado e envolveu a realização de diversos eventos e workshops com especialistas brasileiros e internacionais -, Martinhão ressaltou a definição dos quatro ambientes (entre dez estudados) considerados prioritários para a IoT no Brasil: cidades, saúde, rural e indústrias. “Nas cidades, o impacto gerado pelo uso da IoT proporcionará ganhos de US$ 13 a US$ 27 bilhões em 2025, em função de fatores como redução da criminalidade e do tempo gasto no trânsito, por exemplo”, disse. “Na saúde, o impacto gerado deverá atingir U$ 5 a US$ 39 bilhões em 2025; na área rural, de US$ 5 a US$ 21 bilhões e na indústria, de US$ 11 a US$ 45 bilhões”, acrescentou. Segundo o secretário de Inovação, esses dados foram essenciais para a seleção das quatro verticais que terão prioridade no Plano Nacional de IoT.

Martinhão revelou ainda os próximos passos do trabalho coordenado pelo MCTIC e BNDES. Um deles é o lançamento do próprio Plano Nacional de IoT com as metas para o período 2018-2022. Outras ações incluem a criação da estrutura de governança do Plano, a constituição de plataformas de inovação com o objetivo de aproximar os atores da cadeia de IoT, a implantação do Observatório da Transformação Digital – que será o principal portal sobre Economia Digital no país – e a divulgação da Cartilha das Cidades, voltada a gestores públicos municipais.