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ForAGRI: debate sobre inovação tecnológica do agronegócio reúne mais de 300 pessoas no CPqD

O impacto potencial das aplicações de Internet das Coisas no agronegócio brasileiro deve atingir US$ 21 bilhões em 2025, de acordo com o Estudo Nacional de IoT, realizado pelo consórcio CPQD, McKinsey e Pereira Neto/Macedo Advogados, sob coordenação do BNDES. No entanto, um dos principais desafios para que isso se torne realidade está na disponibilidade de uma infraestrutura adequada de conectividade, ainda precária nas áreas rurais do país.

Essa foi uma das principais conclusões extraídas do Fórum Agronegócio Inteligente – ForAGRI 2018, que aconteceu no CPQD entre os dias 11 e 12 de setembro, com o objetivo de debater os desafios e soluções para acelerar a inovação tecnológica nesse setor. “O formato inovador permitiu a troca de experiências entre os participantes, bem como o debate de questões atuais e necessidades futuras do agronegócio, que as aplicações de IoT, por exemplo, podem ajudar a atender”, avalia Fabrício Lira Figueiredo, gerente de Agronegócio Inteligente do CPQD e responsável pela organização do ForAGRI.

No primeiro dia, a programação do evento foi organizada em três trilhas, com atividades variadas e muitas oportunidades de relacionamento entre os diversos atores que constituem o ecossistema do agronegócio e de IoT. Mais de 300 pessoas, representando 120 empresas, instituições e governo, e 50 painelistas participaram das apresentações e debates no CPQD ao longo desse dia – entre elas, representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), da ANATEL, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo e do Agropolo Campinas. “Os debates também contaram com a participação de produtores rurais, fabricantes de máquinas agrícolas, fornecedores de tecnologia, investidores, startups, centros de pesquisa e universidades que têm desempenhado papel importante para a inovação do agronegócio brasileiro”, afirma Figueiredo. “Além disso, na tenda da Inovação, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer algumas tecnologias e soluções já disponíveis para a implantação de IoT no campo.”

Na trilha Empreendedorismo, organizada em parceria com a Usina de Inovação, diversas atividades – como workshops, painéis com investidores e incubadoras, balcão de fomento e encontros agendados – foram realizadas com foco nas startups do setor. Na trilha Academia, elaborada em parceria com a Faculdade de Engenharia Agrícola (FEAGRI) da Unicamp, palestras, debates e exercícios de design thinking tiveram como temática as tecnologias inovadoras e a formação do profissional do futuro para o agronegócio. A programação desse dia foi encerrada com um painel especial sobre o futuro da inovação no agronegócio brasileiro, que contou com as presenças do ex-ministro da Agricultura Alysson Paolinelli e do economista Antônio Márcio Buainain, da Unicamp, com a moderação do jornalista Fernando Barros, do Instituto Fórum do Futuro.

No segundo dia do ForAGRI, um grupo de interessados – entre eles, representantes da ANATEL, MAPA, produtores, fabricantes de máquinas, fornecedores de tecnologia e centros de pesquisa – teve a oportunidade de visitar a Usina São Martinho, em Pradópolis, e de conhecer uma aplicação real de Internet das Coisas no campo, com tecnologia nacional desenvolvida em parceria com o CPQD e a Trópico Telecomunicações. Durante a visita, o grupo viu as estações radiobase LTE na faixa de 250 MHz, que estão cobrindo a área de 135 mil hectares da São Martinho, e os caminhões e colhedoras já equipados com os terminais inteligentes veiculares desenvolvidos dentro do projeto AgroTICS. E ainda assistiram a uma apresentação sobre a dojot, plataforma aberta de Internet das Coisas, que está sendo utilizada na São Martinho na gerência e controle da rede e na distribuição dos dados coletados pelos sensores para as mais diversas aplicações.

“Foi uma oportunidade de comprovar o excelente desempenho da solução do CPQD e de conhecer o ambiente de produção da maior usina de cana-de-açúcar do mundo”, ressalta Fabrício Figueiredo. Segundo ele, a avaliação dos participantes em relação ao ForAGRI foi muito positiva. “A expectativa é que a edição 2019 do ForAGRI tenha sucesso ainda maior, contribuindo para fomentar a inovação nesse setor de alta relevância para o país”, conclui.