CPQD lança dojot, plataforma aberta para o desenvolvimento de aplicações de IoT

Segurança, robustez e facilidade de uso para o desenvolvimento de aplicações de Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês) voltadas às necessidades brasileiras, nas mais diversas áreas – como cidades inteligentes e agronegócio, entre outras. Esses são os principais diferenciais da plataforma aberta dojot, que o CPQD está lançando no IoT Latin America, evento que acontece nesta semana (nos dias 12 e 13), no Transamerica Expo Center, em São Paulo.

O nome escolhido para a plataforma remete a uma prática conhecida no universo da Tecnologia da Informação – Dojo é o encontro em que programadores treinam técnicas e metodologias de desenvolvimento de software, por meio da solução de desafios. Essa prática foi associada ao conceito de IoT, cuja implantação também traz desafios e requer uma série de tecnologias que permitem a coleta, transmissão, processamento, cruzamento e análise de informações.

“A dojot é uma plataforma habilitadora, capaz de acelerar o desenvolvimento de aplicações IoT adequadas à realidade brasileira, em diversas áreas, e com suporte local”, afirma Sebastião Sahão Júnior, presidente do CPQD. Para incentivar sua adoção por empresas, startups e outras instituições interessadas em desenvolver essas aplicações, a plataforma foi construída com base em ferramentas open source e possui código aberto.

“Com isso, a intenção é estimular a inovação aberta e facilitar a construção de um ecossistema voltado à oferta de soluções de Internet das Coisas no país”, acrescenta Alberto Paradisi, vice-presidente de Pesquisa e Desenvolvimento do CPQD. Ele enfatiza que, ao adotar a dojot, a comunidade desenvolvedora também deverá contribuir para sua evolução e aperfeiçoamento constante – que é, justamente, uma das premissas da plataforma aberta.

Interface gráfica e prototipação rápida

A base da plataforma dojot é o Fiware, projeto open source criado pela União Europeia, que vem sendo desenvolvido por uma comunidade independente global. O Fiware é um framework que consiste em um conjunto de ferramentas e componentes disponíveis para uso – que, no entanto, necessitam de conhecimento para serem utilizados. O CPQD estudou e avaliou esses componentes e os consolidou em uma plataforma, à qual agregou diversos recursos tecnológicos visando melhorar a segurança, a usabilidade, a robustez e o desempenho das aplicações – que deverão funcionar em ambientes críticos, como cidades inteligentes, por exemplo.

A dojot possui arquitetura baseada em microsserviços e inclui, entre outros recursos, um painel de controle com interface gráfica web, API (Application Programing Interface) única e aberta, para acesso aos serviços, e segurança fim a fim – que envolve a autenticação dos devices e das aplicações na plataforma, a gestão de identidade e criptografia – com garantia de privacidade das informações. “Segurança e privacidade dos dados são, atualmente, preocupações importantes no universo da Internet das Coisas”, enfatiza Leonardo Mariote, diretor da área de Conectividade do CPQD.

A plataforma oferece ainda serviços para tratamento de dados, estruturados e não estruturados, em grande volume (Big Data), componentes para análise de serviços em tempo real e para gestão de dispositivos, mecanismos para implementar algoritmos de machine learning – o que permite fazer previsões com base em histórico e em dados reais – e suporte aos protocolos MQTT, HTTPs e CoAP, utilizados em boa parte das aplicações IoT disponíveis no mercado.

“Um dos diferenciais da dojot é o recurso de prototipação rápida, que permite gerar, em cerca de meia hora, um produto mínimo viável (MVP) a partir do qual é possível validar o conceito junto ao cliente, antes de desenvolver a aplicação”, destaca Mariote. Essa função está disponível na interface gráfica do painel de controle, um ambiente amigável e integrado que facilita o uso da plataforma. “Nesse ambiente o usuário também pode criar dispositivos IoT físicos e virtuais, gerenciar fluxos e as aplicações”, acrescenta. Mariote ressalta ainda outro diferencial importante da dojot: a arquitetura adequada à implantação em ambiente de nuvem.

Portal na internet

O desenvolvimento da plataforma dojot faz parte de um projeto mais amplo, financiado pelo FUNTTEL (Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações), do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, e Finep, que vem sendo conduzido pelo CPQD em parceria com outras instituições de ciência e tecnologia brasileiras.

Os interessados em desenvolver aplicações IoT utilizando essa plataforma já podem obter seu código pelo portal dojot na internet – endereço www.dojot.com.br. O site também fornece a documentação sobre como utilizar os componentes, a interface, etc. e traz vídeos explicativos (tutoriais).

Sobre o CPqD

Com foco na inovação em tecnologias da informação e comunicação, o CPQD é uma organização independente. Criado há mais de 40 anos, mantém o maior programa de pesquisa e desenvolvimento da América Latina em sua área de atuação. Seu portfólio abrangente de soluções, serviços, sistemas de missão crítica e tecnologias de produto transferidas para a indústria é utilizado nos mais diversos segmentos de mercado, no Brasil e no exterior, contribuindo para o aumento da eficiência das organizações, a transformação da experiência com seus clientes, a viabilização de modelos de negócios e a criação de novos produtos. Referência tecnológica no país, o CPQD integra o ecossistema de inovação aberta que vem alavancando o empreendedorismo, por meio de suas competências em áreas estratégicas da transformação digital – como Internet das Coisas, Inteligência Artificial e Conectividade.
www.cpqd.com.br Twitter | Facebook | Google+ | LinkedIn

Informações para imprensa

Pimenta Comunicação
Rosa Sposito – rosa@pimenta.com
Fone: (11) 2858-9183/ (11) 99701-0359
Alex Nicolau – alex@pimenta.com
Fone: (11) 2858-9150
www.pimenta.com

Jornalista Responsável: Regina Pimenta – Mat. Sindical: 5070