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11 de dezembro de 2023

CPQD lança nova fase de programa destinado a contribuir para a redução da falta de profissionais especializados na área de TICs

Programa de Residência Tecnológica seleciona cem alunos para a fase prática, em que aplicarão o conhecimento recebido nas universidades parceiras em projetos desenvolvidos no CPQD

Por: Rosa Sposito/Pimenta Comunicação

 

Capacitar profissionais especializados para atuar em projetos que demandam competências tecnológicas específicas, contribuindo para superar esse desafio enfrentado no país por empresas que atuam no setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Esse é o principal objetivo do Programa de Residência Tecnológica em Inteligência Artificial (IA), Internet das Coisas (IoT) e Segurança Cibernética, iniciativa inovadora que vem sendo conduzida pelo CPQD desde fevereiro, com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e que iniciou sua segunda fase em novembro.

O lançamento da nova fase foi marcado por um evento realizado nas instalações do CPQD, no dia 9 de novembro, que contou com a participação de Henrique Miguel, secretário de Ciência e Tecnologia para Transformação Digital do MCTI, e dos reitores das duas universidades parceiras no programa: Germano Rigacci Júnior, da PUC-Campinas, e Fabiano Prado Marques, do IP Facens. O evento reuniu os alunos bolsistas, que assistiram à aula magna proferida pelo secretário Henrique Miguel, além de outras autoridades governamentais, políticas e acadêmicas e da liderança do CPQD.

“Com esse programa, a intenção é capacitar e criar oportunidades para profissionais altamente qualificados atuarem em projetos, no CPQD ou em outras organizações, envolvendo o uso de tecnologias disruptivas e avançadas para resolver desafios do mercado e da sociedade”, afirma Sebastião Sahão Junior, presidente do CPQD. “É a nossa contribuição para minimizar um problema que afeta a área de TICs em todo o país, que é a falta de profissionais especializados principalmente em tecnologias que exigem habilidades específicas, como é o caso de Inteligência Artificial, IoT e segurança cibernética”, acrescenta.

 

 

Coordenada pela Softex, a iniciativa é um Programa Prioritário de Interesse Nacional (PPI) que nasceu em julho de 2022 – quando foi assinado o acordo de cooperação entre a Softex e o CPQD. O Programa de Residência Tecnológica é gratuito e tem duração total de 18 meses, divididos em duas fases. Na primeira, 210 alunos – selecionados entre mais de 2.100 inscritos – receberam conhecimentos teóricos nas universidades parceiras. 

Para a capacitação de profissionais em IA e IoT, a parceria foi firmada com a PUC-Campinas, que selecionou 160 alunos para participar dos cursos de Ciência de dados, Machine Learning, Visão Computacional, NLP e Tecnologias de fala ministrados pela universidade. No caso da capacitação em Segurança Cibernética, o parceiro é o Instituto de Pesquisas do Centro Universitário Facens (IP Facens), que selecionou 50 estudantes para passar por três trilhas de conhecimento e, ainda, por uma aplicação prática, em um projeto com problemas reais sob a monitoria de professores especialistas na área. 

Finalizada essa fase teórica, os alunos do programa passaram pela avaliação de uma banca que selecionou cem deles – 80 na área de IA e IoT e 20 em segurança cibernética – para seguir para a prática, em que terão a oportunidade de atuar em projetos reais desenvolvidos no CPQD. Essa segunda fase tem duração de nove meses, com 20 horas semanais de atividades no modelo híbrido (divididas entre treinamento presencial e online).

Segundo Eniceli Rodrigues, gestora de projetos do CPQD, a metodologia aplicada na Residência Tecnológica é baseada no modelo Hands On – ou mão na massa. “Esse modelo promove o aprendizado a partir da atuação para atender demandas reais, em que os estudantes têm a oportunidade de aplicar todo o conhecimento teórico recebido”, explica. Ela acrescenta que, durante as 20 horas semanais dedicadas à Residência Tecnológica, os cem estudantes estarão em contato constante com os times de especialistas do CPQD responsáveis pelos projetos desenvolvidos – nas áreas de IA, IoT e Segurança cibernética. Além disso, terão o acompanhamento de mentores do CPQD e de professores das universidades parceiras.

Para Jane Ellen Morales, diretora de Gestão de Pessoas do CPQD, o Programa de Residência Tecnológica deverá servir de referência para a implantação de um modelo inovador e escalável de capacitação de profissionais qualificados para o mercado de TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação. “A intenção é atender às demandas do mercado, atuais e futuras. E isso faz parte da missão do CPQD de contribuir para o desenvolvimento, o progresso e o bem-estar da sociedade”, enfatiza a diretora.

Na aula magna proferida durante o evento realizado no CPQD, o secretário Henrique Miguel ressaltou a importância da formação de profissionais em áreas de conhecimento como IA, IoT e segurança cibernética. “A construção de estratégias digitais é prioridade nos mais importantes fóruns internacionais, como os BRICS, por exemplo. E a disponibilidade de recursos humanos é um dos fatores fundamentais para a transformação digital, ao lado da infraestrutura e da pesquisa, desenvolvimento e inovação. Por isso, este é um programa relevante, que interessa ao país”, afirmou.

Como representante dos cem alunos bolsistas selecionados para a segunda fase do Programa de Residência Tecnológica, Alcino Vilela também destacou, em seu depoimento, a importância da iniciativa conduzida pelo CPQD. Ele contou que é formado em Sociologia, mas tinha interesse em iniciar carreira profissional em IA e viu nesse programa uma oportunidade para dar essa guinada. “Inteligência Artificial é uma tecnologia importante que vem sendo cada vez mais demandada pela sociedade, em várias áreas”, ressaltou. “O mundo está surfando essa onda e nós estamos no caminho certo! Agora teremos 9 meses juntos, bolsistas e tutores do CPQD, para trabalhar em projetos que atendam aos desafios de clientes e da sociedade”, concluiu.

 

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