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Laboratório do CPQD desenvolve inovação que cria identidade digital segura para dispositivos IoT

Utilizar a tecnologia blockchain para aumentar a segurança da identificação de dispositivos conectados à internet em aplicações IoT. Essa é a inovação que acaba de ser desenvolvida pelos especialistas em blockchain do CPQD, com o objetivo de criar uma identidade digital segura para as “coisas”.

“A disseminação de aplicações de Internet das Coisas (IoT) ainda esbarra na questão da segurança da informação, especialmente no que diz respeito à identificação dos dispositivos conectados à rede”, observa Fernando Marino, líder técnico em Blockchain do CPQD. “Essa rede dinâmica e altamente distribuída está sujeita a ataques de vários tipos. É o caso, por exemplo, dos ataques de impersonificação, em que um dispositivo se passa por outro, e de ataques à privacidade, que permitem o acesso de terceiros a informações sensíveis”, acrescenta Mateus de Souza, especialista em Identidade Descentralizada.

Para resolver esse desafio, a equipe do laboratório Blockchain do CPQD desenvolveu uma solução que utiliza o conceito de identidade digital descentralizada aplicado a dispositivos IoT. Fernando Marino explica que os sensores e outros dispositivos IoT possuem protocolos de comunicação específicos – entre eles, o MQTT (Message Queue Telemetry Transport), por exemplo. “Colocamos um túnel de comunicação em cima do protocolo MQTT, pelo qual o dispositivo IoT envia as informações para a aplicação com criptografia validada por blockchain. Para isso, usamos o protocolo DIDComm, que provê comunicação e identificação digital segura em ambientes descentralizados”, afirma.

Além disso, a equipe do CPQD utilizou o Hyperledger Aries, componente de identidade digital descentralizada do Projeto Hyperledger. Esse componente foi embarcado nos dispositivos IoT e, também, na plataforma aberta dojot, middleware desenvolvido pelo CPQD para aplicações de Internet das Coisas. “Integramos a dojot à rede blockchain, fechando esse ecossistema de ponta a ponta e aumentando a segurança da comunicação entre os dispositivos IoT, o middleware e as aplicações”, conclui Marino.