Plataforma 5G é o foco de um dos projetos do CPQD contemplados pelo apoio do FUNTTEL

O desenvolvimento de tecnologias que compõem uma rede 5G, com arquitetura aberta, virtualizada e desagregada, é o foco do projeto Plataforma 5G BR, que o CPQD vem conduzindo desde o início deste ano com recursos do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (FUNTTEL) do Ministério das Comunicações. O projeto é um dos seis contemplados no Plano de Aplicação de Recursos (PAR) do FUNTTEL no CPQD para o triênio 2021-2023 – de acordo com a Resolução n.º 138, de 24 de maio de 2021.

Uma das principais vantagens da arquitetura aberta e desagregada proposta no projeto Plataforma 5G BR é acelerar a implantação das novas redes 5G, além de ampliar o leque de fornecedores de soluções para elas – abrindo, inclusive, oportunidades para a indústria nacional. O projeto inclui o desenvolvimento tanto de componentes do core (núcleo) como da rede de acesso 5G no modelo OpenRAN, bem como de gerência e monitoramento de serviços, gerenciamento da infraestrutura virtualizada, de orquestração, entre outros componentes necessários para o provimento de serviços fim a fim nas redes 5G. Além disso, inclui prova de conceito voltada ao mercado de redes privadas e provedores de serviços de internet (ISPs).

Dos outros cinco projetos aprovados no PAR do CPQD para o triênio 2021-2023, três já estão em andamento. Dois deles terminam neste ano: Plataforma IoT, que tem como principal resultado o desenvolvimento da dojot (plataforma aberta voltada à criação de aplicações de Internet das Coisas), e IoT-Blockchain fase 2, que tem o objetivo de desenvolver uma plataforma de serviços baseada em blockchain para aplicações seguras de autenticação, monitoramento e auditoria no universo IoT.

O terceiro projeto em andamento é o TeraNET fase 2, voltado ao desenvolvimento de tecnologias que irão viabilizar taxas de transmissão de 1 Tb/s, permitindo atender à crescente demanda por dados e suportar a Internet do futuro. Além deles, o PAR 2021-2023 inclui dois novos projetos, que ainda dependem de contratação pela Finep para começar: TecSEG, que tem como foco a segurança de redes e aplicações de governo digital, e GR 4.0, voltado à melhoria da gestão de novas redes de telecomunicações, diante do aumento de sua complexidade.