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20 de outubro de 2026

Tecnologias para a transformação digital da indústria

A evolução da conectividade tem viabilizado o uso de tecnologias habilitadoras para novos serviços e aplicações de indústria 4.0. A tecnologia móvel 5G, por exemplo, permitiu a virtualização de equipamentos, com alta velocidade e baixa latência; enquanto o 6G abre o caminho para os algoritmos de IA e a evolução de IoT para AIoT (combinação de IA com Internet das Coisas).

A observação feita por Alberto Boaventura, coordenador do Centro de Competência Embrapii-CPQD em Open RAN, abriu as discussões do painel “Conectividade: da fronteira do conhecimento ao negócio – Como o avanço em redes privadas, 5G/6G e inteligência de borda abre novas frentes de monetização para o ecossistema digital”, promovido pelo CPQD em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ). Representada pela gerente de Tecnologia e Inovação Anita Dedding, a ABIMAQ  reúne 1.800 empresas associadas, de vários segmentos do setor, e mantém o Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Máquinas e Equipamentos – IPDMAQ – que tem como objetivo estimular e fomentar iniciativas de P&D e inovação tecnológica.

José Marcelo de Freitas Vilela, gerente executivo do CPQD, destacou que existem vários componentes tecnológicos maduros e prontos para entrar – ou já em uso – em linhas de produção. “É o caso, por exemplo, de câmeras conectadas a redes 5G utilizadas na inspeção da qualidade dos produtos; ou da distribuição na planta de sensores com conexão por radiofrequência para coletar informações da linha de produção, ou até mesmo do uso de gêmeos digitais para simulações. O que as empresas estão buscando são soluções capazes de ajudar seu negócio, trazendo resultados como redução de custos e, principalmente, ganhos de receita”, explicou.

Rodrigo Poncio, gerente de Soluções de Telecomunicações, Cloud e Edge Computing do CPQD, lembrou que o investimento em infraestrutura combinando diversas tecnologias – como conectividade, cloud e inteligência na borda (edge AI) – também pode trazer benefícios para a indústria. “A arquitetura edge AI coloca o processamento e a inteligência mais próximos de quem utiliza o dado. Além de tornar mais rápidos o processamento e o acesso às informações, essa arquitetura permite maior controle sobre o dado que está na borda”, conclui Poncio.

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