Eficiência operacional, novas fontes de energia, menor emissão de carbono, tarifas mais adequadas e maior participação do consumidor são alguns dos desafios que o setor elétrico enfrenta atualmente. As tecnologias da informação e comunicação podem dar uma contribuição valiosa para a evolução desse setor, uma vez que são essenciais para melhorar a administração do sistema elétrico, de modo a garantir maior eficiência técnica, econômica, social e ambiental.

O setor elétrico brasileiro (único, se comparado aos de outros países) adquiriu, ao longo do tempo, características muito particulares. As políticas e os modelos de negócios adotados, as fontes de energia disponíveis, a tecnologia empregada e o impacto no meio ambiente são seus principais diferenciais. Sua matriz energética baseia-se, principalmente, em energias renováveis, sendo o setor responsável por uma taxa mínima de emissão de gases do efeito estufa, comparada à dos países desenvolvidos. O nível de integração e da infraestrutura para o transporte da energia, por exemplo, atingiu patamares continentais.

É preciso, no entanto, ampliar ainda mais a eficiência da infraestrutura, a oferta e a segurança do fornecimento. O modelo de interconexão adotado no Brasil, em função do grande número de pontos, precisa contar com uma administração altamente complexa em termos de gerenciamento do sistema e dos inerentes riscos operacionais.

A realidade do Smart Grid deve transformar o sistema elétrico em uma rede moderna, que permitirá às concessionárias de energia e aos consumidores mudarem a forma como disponibilizam e consomem energia. Hoje, a parte mais visível dessa evolução está no uso, em larga escala, dos medidores eletrônicos de energia, que permitirão, a curto prazo, exercitar novas modalidades tarifárias e novos comportamentos de consumo.

Telecomunicações, sensoriamento, sistemas de informação e computação, combinados com a infraestrutura já existente, passam a constituir um arsenal poderoso que, cada vez mais, pode fazer a diferença.

Requisitos Locais

A contribuição do CPqD para atender às demandas do setor elétrico brasileiro, nesse novo cenário, leva em consideração os requisitos locais e específicos de cada empresa e permite avaliar, recomendar, especificar e construir arquiteturas de comunicação necessárias. Permite, ainda, desenvolver aplicações de TI aportando capacidade de análise e suporte à decisão, a partir do grande volume de informações obtido. Sua experiência em gestão de programas o capacita a realizar as análises técnicas, econômicas, sociais e regulatórias visando à evolução tecnológica no contexto brasileiro. O conjunto de competências, produtos e serviços do CPqD compreende: Comunicação, Sensores e medidores, Componentes, Controle e Suporte à decisão e interfaces avançadas.

Ampliando as possibilidades tecnológicas

O momento aponta para um leque cada vez mais amplo de possibilidades tecnológicas e é preciso compreendê-las, de modo que o setor de energia possa evoluir e vencer os desafios que tem pela frente. Para isso, é necessário estabelecer uma visão evolutiva e, com tecnologias e aplicações inovadoras, agregar valor à rede de energia elétrica, ao mesmo tempo, preservando os investimentos já realizados. A previsão é que a tecnologia terá um papel cada vez mais relevante em todas as áreas do ciclo: geração, transporte, comercialização e uso da energia.